Viagem de A para B

Quando se estuda física existem muitos problemas que se iniciam da seguinte forma:

O corpo X desloca-se de A para B.

Ao longo da vida encontramos frequentemente este enunciado.

Estamos em A e queremos ir para B.

O que observo na minha pratica clínica é que a cabeça facilmente compreende a necessidade de mudar de estado. No entanto, frequentemente, o corpo não consegue acompanhar este processo.

A cabeça compreende toda a filosofia oriental da alimentação saudável mas o corpo continua a salivar pelo café da manhã com um pastel de nata.

A cabeça decide que a partir de hoje vai levantar-se todos os dias às 6 da manha para praticar Chi Kung mas quando o relógio toca o corpo desliga o despertador e vira-se para o outro lado.

A cabeça decide parar de fumar mas o corpo continua a pedir a dose de nicotina diária. …

Nos processos de viajar de A para B embora seja claro para a cabeça como vai ser, para o corpo o caminho é longo, pouco coerente e cheio de hesitações.

Se essa viagem de A para B é importante divida esse percurso em passos pequenos, em etapas mínimas que quando cumpridas devem ser celebradas.

Se quer deixar de comer açúcar divida essa etapa em minúsculos passos. Tire uma grama ao dia se for necessário até o eliminar por completo.

Não tente escrever numa semana um livro escreve 500 palavras por dia.

Se quer correr a partir de hoje em base regular comece com três quilómetros ou menos.

A vantagem dos pequenos passos é simples – Se regredir num deles é fácil voltar a avançar ao passo que se regredir abruptamente de B para A recomeçar é bem mais difícil.

Boas práticas

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2 thoughts on “Viagem de A para B”

  1. Lourenço,
    Nem mais nem menos, é precisamente assim que se passam as coisas, pelo menos comigo. E é verdade que os passos pequenos funcionam! No meu caso, o açúcar nunca foi problema (embora goste de uma sobremesa de vez em quando): Cortei-o há anos sem sofrimento nenhum. O deixar a carne também não tem sido dificil, embora continue a comer de vez em quando, sobretuodo os pratos tradicionais. Aos poucos, mantendo o de que se gosta, conseguimos ter êxito, pelo menos em parte. E ja e um grande passo em frente.
    Origada, Lourenço.

    Abraço
    Hanna

    1. Lourenco Azevedo

      É com pequenos passos que quando olhamos para trás vemos a quantidade de milhas que já foram percorridos.. Idealmente sem esforço.

      Obrigado à Hanna pela reflexão. Boas práticas.

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